“O FABULOSO LABORATÓRIO” da Cia. Nós Mesmos que Somos a Gente é um espetáculo sobre dois motociclistas que se aventuram como cientistas por um dia. Motivados a realizarem uma entrega em um local aparentemente vazio, acabam por descobrir um laboratório onde as experiências são feitas através dos sons. Em meio à exploração daquele novo universo, essas figuras excêntricas se põem a criar música de forma despretensiosa, a partir de dispositivos eletrônicos e outros experimentos malucos. No entanto, contratempos vão surgindo, máquinas quebrando e no meio da dúvida de ir embora ou não, os números musicais vão desenrolando.
A música feita ao vivo é parte essencial da narrativa e está sempre compondo a cena. A partir de trilhas inéditas, os protagonistas se nutrem também da música eletrônica, da percussão corporal e vocalizações para trazer composições curiosas e divertidas. O espectador torna-se cúmplice, ajudando nessas experimentações músico-laboratoriais, ora acompanhando da plateia com alguma rítmica solicitada ou até mesmo sendo convidado a adentrar o recinto e participar dessas criações. Para essas interações, a dupla conta com dispositivos eletrônicos que podem ser operados de maneiras muito criativas, como a máquina capaz de fazer música com frutas ou a que faz composições musicais através dos sons que captura.
Nesse espetáculo os personagens não falam português, muito menos qualquer outra língua já existente. Nas cenas é possível vê-los conversando em seu próprio dialeto, também chamado de gramelot ou blablação, possibilitando que sua linguagem também se transforme em música rapidamente. A visualidade do espetáculo releva um cenário que dialoga com uma estética futurista através de luzes e elementos tecnológicos e que se apoia no imagético das crianças quando adentram esse universo da ficção cientifica. Máquinas conectadas com fios e botões coloridos, desenham esse laboratório ocupado pelos dois entregadores. Por outro lado, figurinos e adereços trazem elementos urbanos como macacões e capacetes numa brincadeira de misturar o universo de um trabalhador em meio aos mistérios de um laboratório científico, daqueles encontrados em histórias fantásticas.
Com direção geral de Miriam Fontana (Grupo Fora Do Sério) e direção musical de André Hosoi (Barbatuques), “O FABULOSO LABORATÓRIO” desperta a curiosidade para o som das coisas, mas não somente isso. É também uma vivência que vai de encontro às descobertas com a musicalidade que existe dentro de cada um.
Ao realizar uma entrega, dois entregadores de aplicativo, acabam descobrindo um lugar muito diferente: um laboratório. Movidos pela curiosidade, decidem explorar as máquinas e objetos encontrados nesse local repleto de fios e luzes, percebendo tratar-se de experimentos músico-laboratoriais. A dupla então une-se na empreitada de desvendar os mistérios sonoros de cada experimento. Misturando bem os ingredientes - sons variados, vocalizações e elementos percussivos - nossos protagonistas percebem que a música pode ser criada e executada de formas muito inusitadas, fazendo com que eles descubram não apenas a musicalidade das coisas, mas também a musicalidade que existe dentro deles.
DIREÇÃO
Miriam Fontana - Diretora Artística
André Hosoi - Diretor Musical
ELENCO
- Thais Foresto - Atriz e Musicista
- Aloander Oliveira - Ator e Musicista
PRODUÇÃO
- Floresthá Produções
- Subverta Ateliê de Criação, Produção e Comunicação
EQUIPE CRIATIVA E TÉCNICA
- Flávio Racy - Cenógrafo
- Zezé Cherubini - Figurinista
- Michel Masson - Iluminador cênico
- Rômulo Felício - Técnico de som e Sonoplasta
- Fabrício Fonseca e Proscênio Coletivo - Criação e instalação de iluminação não-convencional
ACESSIBILIDADE
- Luciane Molina - Consultora em acessibilidade
- Gabriela Vansan - Audiodescritora
- Juliano José - Intérprete de Libras
COMUNICAÇÃO
- Rodrigo Lima - Designer gráfico
- Rogener Pavinski - Produtor audiovisual
Classificação: Livre
Público-alvo: Infantil
Duração: 60 minutos
Linguagem: Teatro Infantil com música
Acessibilidade: Libras e Audiodescrição
Espaço Cênico: Palco ou espaço alternativo (preferencialmente com possibilidade de blackout)
Fotos: Rogener Pavinski